domingo, 11 de janeiro de 2015



A letter from a tired European.

"Among all the outrage, threats, complicity, complacency and even the furious emotions of grief, I cannot feel anything but one thing – I am tired.
 I am tired because I’ve seen this happen so many times, that all I can do is sight. I am tired because I realize this is a very egotistical feeling. I am sad that someone died, but I am sadder that I am impervious to all those feelings of rage and sadness everyone around me seem to express. I am tired of the political implications, tired of considering between legal prosecution or terrorist labeling, or all-out retaliation war.
And I am especially tired because I know, due to this very particular feeling, I am more than willing to let go of what my entire culture believes in – democracy, freedom, opportunity – if by sacrificing those, only for a short moment, I can guarantee the other need I have – security.
I am tired because my people, with so many different faces and cultures, all share these maximums of freedom because we have suffered so much. I am tired because the things in which our entire cultures were based around - warfare, fear, conquest - things we have tried so hard to do away with, are coming back, because of you.
I am tired because it nearly destroyd us and the rest of the world three times (until now) and still the world seems to not learn for this. We have, to a point.
I do not care for war, because I have suffered war so many times, I just want it away, unsolved yet diminished in my eyes.
I am also tired because, and call me hypocrite, colonial and racist all you want; I know that many of you only exist today as you do because of us. To this particular group: You only exist because we allow you to. You can deny it all you want, you can take offense all you want, but history does not lie, and the real world is more than words of imaginary ideals.
I am particularly tired that, we allow you, both in our homes and yours, and you – minority that you may be – still accuse us and judge us for our culture, that allows the very existence of yours – so very different from ours.
I am tired because I know I, deep down, I will not defend those innocent among you.
Those who so valiantly choose our homes over yours, for the promise of a better future.
Those who so bravely adapted to us but kept alive what made them so unique, so beautiful.
Those who so tirelessly raised you to be better than you are.
Those who so amazingly shown us that we are no better than you are.
And I am tired, because I know I will not stop the rage against you and those you love. These innocents whose only crime is to share a culture with you, something so simple as a religion.
I am tired because I know you are as selfish as I am. I am tired because in your selfishness you would sacrifice not only yourself but also all the innocents you call family, for an idea so outdated as time itself. I am tired because, in my selfishness, I would sacrifice those you love as well.
Know this. I am tired. But this feeling will very easily turn to anger, and soon, due to your actions, I will no longer be the uninterested fellow that stands between you and the mob. Due to your stupidity, I will lose patience, and soon the entire might of a civilization born and bred in war will fall on you, because WE are tired.
And as tired as we might be, we will win. We have the will, we have the equipment, we have the history. And you and your most innocent family, whose crimes are none, will perish, and your entire culture will be sadly erased form history.
I am tired because you exploit nothing but our complacency, our willingness to believe in our own ideals, but even that will end if the threat is too high.
And I am tired that I feel this way.
Take this as you will – a warning, a threat, an offense. I have stopped caring a while ago.
Know that you will lose."

domingo, 7 de abril de 2013



Achei que devia começar um livro com uma mentira. Aqui vai: “Não se preocupe muito com as equivalências. Vai lá de Erasmus que ao longo do ano se houver algum problema resolve-se facilmente, é normal que os cursos mudem e se encontrem erros, nós alteramos o que for preciso quando eles surgirem. Vá não se preocupe.” Ora bem. Isto. É. Mentira.
Porquê começar um texto com uma mentira? Acredito vivamente de que se trata de uma óptima forma de cativar o leitor, admitindo uma informação falsa e dando a entender que, algures mais à frente nesta epopeia, o mistério será revelado. Mas também isso é mentira. Não se resolve nada em relação à Faculdade de Letras, sobrevive-se a ela.
 Sinto-me inspirado e aqui vai outra: “Estudar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é uma óptima ideia!” Mentira. Outra ainda: “Tudo se resolve.” Muitas vezes seguida de: “(…)na Secretaria elas explicam-te.” Esta última é das melhores. Não há local mais inútil do que os aclamados Serviços Académicos da Faculdade de Letras. Talvez as secretarias dos restantes órgãos do Governo (sim a Universidade de Lisboa não é privada) funcionem de outra forma (quem estou a enganar, claro que não) mas na muito ilustre Faculdade de Letras é um paraíso burocrático para os funcionários, que têm à sua mercê os milhares de alunos que se deixam levar pelas perspectivas de um futuro nas áreas das ciências humanas e literaturas. Não que eu condene este ramo e ache que não existe emprego (pelo contrário), mas porque, uma vez inscrito, é quase impossível sair deste local mágico, que todos os anos muda alguma norma que mantém os alunos nos cursos por mais um semestre, depois um ano, despois três anos, porque as reestruturações de curso são uma necessidade, já que a Faculdade precisa de dinheiro, e para isso é necessário criar um sistema viciado que apanhe os caloiros e veteranos incautos mas dedicados que nada se importam de contribuir com propinas inexistentes anteriormente para a tesouraria, ironicamente um dos poucos departamentos funcionais. É uma situação de WIN-WIN. Os alunos querem graduações e diplomas, e a faculdade quer dinheiro. Mais dinheiro. Todos querem algo que os outros têm, e o sistema mercantil garante que as trocas são efectuadas.
Mas voltando à mentira original. “Não se preocupe muito com as equivalências. Vai lá de Erasmus que ao longo do ano se houver algum problema resolve-se facilmente, é normal que os cursos mudem e se encontrem erros, nós alteramos o que for preciso quando eles surgirem. Vá não se preocupe.”
Estou a realizar o programa de Erasmus em Inglaterra, um país que não segue o tratado de Bolonha. Garantiram-me que não haveria problema nenhum, era apenas necessário confirmar as equivalências e as tretas do costume. Como seria de esperar, surgiram problemas, eu identifiquei-os, falei com quem tinha de falar, e enviei e-mails para toda a parte. Quase três meses depois é me indicado no Departamento de Erasmus que a minha ficha de Reconhecimento Académico, que contém as disciplinas que estou a realizar e a que outras disciplinas correspondem, foi alterada com sucesso e que deveria esperar apenas pelo e-mail da professora responsável por… tudo isto, dizendo que está tudo bem, tenho é de fazer dois exames quando voltar definitivamente. Sem problema. Passam-se duas semanas desde que deveria ter recebido o dito e-mail, procuro a professora responsável e pergunto se está tudo bem, para ser recebido com um “agora não tenho tempo” seguido de cerca de vinte minutos de monólogo em que a dita Professora me ralha e culpa de mil e um problemas, apresentando-me um problema extra. Não tenho uma equivalência para a disciplina X, porque os sistemas da faculdade onde estou presentemente e o sistema da Faculdade de Letras não coincidem, seguidos de uma série de outras razões e vocabulário que me ultrapassa. Admito a minha culpa e retiro-me respeitosamente, para decifrar o que me foi dito.
Inscrevi-me mal, Check; Tenho dois exames extra a fazer (nada de novo aqui), Check; aparentemente tenho MAIS um problema do qual sou inteiramente culpado porque as duas faculdades que frequento não coincidem nos programas, pelo que tenho possivelmente de pedir créditos extra, que já fiz, mas aparentemente alguém (?) não ligou, e uma série de outras burocracias;… No Check; concluo, com alguma, muita raiva, que talvez ficarei um ano a mais desnecessariamente preso à faculdade porque só agora fui informado de um problema relacionado com equivalências quando já abordei este assunto com quatro pessoas diferentes há quase três meses. Para não referir que me foi garantido que a equivalência entre as disciplinas em questão me tinha sido garantida, cerca de seis meses antes do meu ano em Erasmus. Imagino que quem esteja a ler isto não esteja capaz de acompanhar muito bem toda a situação, mas a verdade é que essa sensação de confusão é o que qualquer aluno da Faculdade de Letras sente quando falam com ele sobre questões burocráticas. No fundo, o sistema está extremamente mal feito, nem os professores e funcionário sabem “muito bem” como é que as coisas funcionam, e o aluno é sempre o culpado. Fim da história.
De qualquer das formas, só posso esperar pela resposta de alguém(?) superior à dita professora que me deu o muito merecido ralhete, já que também ela tem de pedir autorização a saiba-se lá quem para me “resgatar da minha própria imbecilidade”.
Estou então frustrado enquanto ando para casa, namorada lado-a-lado, trauteando pelos campos verdejantes do Estádio Universitário.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Battle hymn


The air was filled with the fearful sweat of the hundreds of men standing in silence, waiting for some consolation for the terrible site of their beloved city being eaten by the flares and the swords of the metallic armies of the Templar order.
The Dragon gazed at this site, both the fires and the fearful, and, upon much reasoning He decided to smile. ‘Alas, we have war. I almost did not notice if not for the fire really, it’s always precious when the unwanted guest lacks the decency of discretion…’ –the officers surrounding Him laughed. Noticing the sudden rain, He continued – ‘Truly, it is good to see that blind men have at least the light of a dying fire to guide their way.’ He started walking through the wall, facing both his soldiers and friends – ‘They say we are doomed, and that such a doom is being brought to us by their rightful swords, and their rightful words. But what are they but cattle? They set out towards Kirkwall, and stumbled on yet another rebellions rock. How could they have not noticed us? What sacred path is theirs, a path so swift that turns from its purpose in pursuit of smaller game? Are they not righteous? Are they not all knowing? How could WE have survived this long? It seems to me, that these righteous men are nothing but power mongers. Or are WE something bigger? They label us as petty game, and yet they surround us with never ending legions of steel. Could we ever be something else? Or do they seek only riches and easy earnings, taken from unwanted children, married women and tired soldiers? They seek to liberate us, to save us from our wronged ways, and through rage and rape they would lead us to the mercy of THEIR so called Maker.
I give you this, my brothers, if not in blood, be it in mind.
 We are our own GODS! We are Mighty and we are Righteous! We believe in US! We believe in the warming gaze of the Sun, not In the Sun! WE chose Freedom over compliance, Doubt over manipulative illusions! WE chose to fly towards the sun with wax wings made through our own labor, might we transcend it or fall, at OUR OWN peril!
We are freedom supreme! We are chaos, we are CHANCE! We embraced it and thrived through the possibility of tolerance! We survived, endured and evolved in world that does not allow us, let alone comprehend us! A world that comes now to suppress us, to silence us!
For in silence they rule. In fear they succeed! In compliance our children are hostages and our wives prey.
But they disregard us! For our wives fight with US! OUR children mend the walls with US. We defend our homes and our brethren from those who seek to strip us through the face of LIES!
But we know the truth! Our wives and children know the truth! They LIE! We are soul and body unite, for we know ourselves and accept ourselves. WE KNOW THEIR LIES! And that is why they fear us! We silently neglected them and still they hunt us. Through the name of LIES THEY would haunt us until the darkest corners of the Fade, and still remain, for they are blind legions led by hungry beasts.
LIES! Might they be honest blind men, they follow the hearts of iron men, with iron cold hearts and dark maquinations!
 But let them storm our tall walls. Let them lead their faceless lies through their misguided victory, for WE WILL NOT FALTER!
Let them be the iron cold construct of a ruthless poem, for we breathe FIRE!
WE SUMMON VENGEANCE and SHOUT THUNDERS! They call us demons! You laugh! But let us be the demons they fear! Not the shapeless forms they imagine, but true bestial Demons! Let us be Dragons! Mighty and fearless, beautiful and terrible, let us fly over them and burn their bones in our walls! Let us give them a taste of their very own salvation! Their very own Enlightenment! Yes! Let us do this, my brethren, LITERALLY.
Let us be the raging wolves, the lord protectors of the forest of knowledge, for these desperate blind oxen are versed by nothing but the will of a dying jackal. Let us see them to their mighty afterlife! For we chose the courage of not knowing while they impose us their cyclopean perspective! We chose all might be, while they threatened us for crimes committed in millennia ago! We promise the pursuit of ambition, while they impose us morality from a long gone story set in a never being land!
And they come now to conquer us! Through the lyrics of liberation and justice they hope to reason their own failed ideology! They come to kill us my friends! To pillage our city and rape our offspring! To burn every last cry of liberty, Liberty we have sworn to protect.
So let these blind men and metal nobleman strike! Let them charge! Let them face the Demons they have created!’
As He said this Devan approached silently, pointing with his look to the movement of thousands of metal plated amours charging against the walls.
‘My dear friends! It begins at last! Let us show the world that we fear no army. Let there be a Maker gazing from the sky, might he see we renounce him and those who are his instrument! Let us be the thunder in the storm! SWADEMAE! WHAT DON’T WE BEAR?!’
And an entire city of souls shouted – ‘WE BEAR NO SHIELDS!’

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Little Dove


Run little dove,
for the world is not enough.
Fly little dove,
after all the tree is falling.
Run little dove,
From the sight you though blind.
Fly little dove,
For the heights are not safe.
Run little dove,
Even the mule is in rage.

Fly little dove,
For the forest is now burning.
Fly little dove,
After all it’s not a game.
Run little dove,
For the Wolves now fly.
And the Ants now reach you.

Fly, Run!
Scream little dove,
For the Hawks have now arrived,
At the Wolves rallying cry,
And the Bats speak by day.
Fly, Run! Little dove,
Now that the Dragons have awaken.

Run little dove! Fly little dove!
Before the Bears arrive.

For now you are alone,
And the Ants do fly,
And all the faceless crawlers,
After all they do cry…
Run little dove,
After all they do kill

Passarinho


Foge passarinho
Pois o mundo não te chega.
Voa passarinho
Já que a árvore está em queda.

Foge passarinho,
Da vista que julgaste cega.
Voa passarinho
Pois o alto não é seguro.
Foge passarinho,
Até em fúria está o burro.

Voa passarinho,
a  floresta está em fogo,
Voa passarinho,
afinal não é um jogo
Foge passarinho,
Pois agora os Lobos voam.
E até as Formigas te alcançam.

Voa, foge!
Grita passarinho
Pois os falcões chegaram,
Perante os Lobos que uivavam,
E os morcegos (de dia) falam.
Voa, foge passarinho,
Agora que os Dragões acordam.

Foge passarinho! Voa passarinho!
Antes que os Ursos venham.

Pois agora estás sozinho
e (até) as  Formigas voam,
e os insectos sem rosto, afinal também choram.
Foge passarinho!
Afinal eles também matam.

Bandeira de sangue


Tive Paciência numa mão,
Lealdade no coração.
Espalhei Calma p’la cidade,
Confiança na idade.

Apanhei Raiva numa mão,
Uma caneta que restava.
Espalhei Fúria p’la Nação,
Ódio na mente escrava.

Numa mão, um machado
A outra, um punho cerrado.
Primeiro gritei,
Depois matei.

Um rio vermelho encontrei,
Um vermelho que sangrei.
Nas escadarias cantei,
Mas fugindo, chorei.

Escondido pensei,
Sozinho, eu falhei

Algures no medo, encontrei,
A Calma, vencerei…

Tive uma bandeira numa mão,
Um punho ferido que restava.
Às escadas eu voltei,
Mas nos degraus questionei:

“Salvador,
Ou Ditador”
Serei?..

(já) não importa

Conquistarei

terça-feira, 5 de junho de 2012

21/05/2011 Admito pertencer a um grupo ínfimo de indivíduos que acreditam que a ideologia é o pecado da política. Sem quebrar essa linha de pensamento, reconheço o quão estranho ou até inadequado pode parecer começar um texto ou discurso argumentativo com o verbo “admitir”, como que reconhecendo previamente e sem perdas de tempo um erro. Mas faço-o meramente para chamar à atenção desse mesmo absurdo, respondendo-lhe indagando se será mesmo um erro ou não. É que o senso comum, generosamente oferecido pela tradição cultural, apressa-se a identificar como erros o incomum ou o aparentemente absurdo. Situação absurda de facto. Assim, prossigo afirmando com todas as forças do meu ser dizendo que a ideologia mata a boa governação, tal como o “deus matou o homem”(Philip K. Dick). Aquilo que inicialmente é o propulsor da política acaba não por degenerar, mas por seguir o seu percurso natural de evolução, criando inimigos. Sim, a ideologia é conveniente à política, logo às revoluções, aos jogos de poder, à oratória, às massas e às aristocracias, move mundos ou destrói-os. Mas é igualmente a aniquiladora da cooperação, criadora de divisórias desnecessárias, o impedimento de uma boa organização governamental. Não aceito o fim dos partidos, longe disso. Os partidos políticos representam as ideias fundamentais, os diversos oitos para com os seus diversos oitentas. A sua presença, ainda que muitas vezes simbólica, é essencial. A extrema-direita, ainda que assustadora (tanto quanto a sua homónima extrema-esquerda) é importante porque insiste em mostrar-se existente, um constante aviso dos limites do Homem. Desta forma reconheço também a importância da corrida ao poder, as campanhas eleitorais, potenciadas pelas diferenças das ideologias dos mais diversos partidos. Mas deve acabar por aí. O governo, ainda que efémero (tendo em vista apenas um mandato) deve ser imparcial, arbitrário, a mão superior capaz de fazer o que é necessário, quando necessário, tomando as devidas precauções e cumprindo as devidas obrigações. As campanhas eleitorais serviriam então o seu verdadeiro propósito: potenciar o interesse político. Mas uma vez acabadas, a governação deveria tornar-se laica, possibilitando assim a cooperação, uma vez que sem ideologia não existe limite à vista. Um partido não tem de ser socialista para aprovar acções governamentais mais sociais, nem tem de se intitular “verde” para promover a defesa do ambiente. As ideias de preocupação social, tão características dos governos mais comunistas, são extremamente convenientes ao capitalismo, visto que um proporciona o conforto básico, enquanto o outro se encarrega dos luxos, maiores ou menores. Mas não é essa a realidade. Vivemos num mundo, sim, refiro-me ao mundo, não apenas ao meu país, onde existe uma constante guerra ideológica, nuns países com mais gravidade do que noutros, visto que nalguns a guerra tem apenas uma frente (governo versus oposição) e noutros existem mais inimigos e o “pós-guerra” implica necessariamente uma corrida ao pouco que resta. As crises políticas são garantidas, nestes últimos casos. Mas não seria melhor a minha proposta? A política como incubadora da governação. Competição saudável direccionada para a cooperação saudável. No fundo, começar com as emoções e com as ideologias, para depois prosseguir a razão, a organização e, acima de tudo, a cooperação. Não mais encontrar-se-iam situações em que uma proposta seria recusada por mera incompatibilidade ideológica. Num governo em branco, todas as ideias seriam aceites, segundos os padrões da razão, deixando de parte o conflito emocional. Porque é disso que se trata: a ideologia é a emoção em colectivo. Um indivíduo comunista não pode, pois está pré-definido, concordar com a maior parte das práticas capitalistas, tal como não pode de maneira nenhuma concordar com qualquer outro que se intitule intolerante, porque, nas suas bases, o sistema comunista funciona para todos, com todos e por todos. Já um indivíduo sem ideologia, esse tal absurdo, está verdadeiramente livre, adaptando-se às necessidades e aos tempos. Os governos deveriam seguir esta ideia. A potenciação concentrada das ideologias, de forma a alimentar o interesse político, para no final, se encontrar uma entidade tolerante e capaz de realizar o que é necessário quando é necessário, seguindo simplesmente a razão como ideal supremo, excluindo todas as divisórias possíveis, aceitando todas as propostas viáveis, à luz da razão, e não da emoção, personificada neste meio com ideologia. Por isto digo e direi “Não” à ideologia na assembleia, e espero pela existência de um partido laico ideologicamente, pronto a fazer e deixar fazer consoante a necessidade e não qualquer outro motivo. O que tem de ser feio, como deve ser feito, quando deve ser feito.